terça-feira, novembro 26, 2019

Oiça a minha alma gritar



Estou a curar-me de muita dor, ainda estou destruída e saio aí mostrando o quão eu sou forte, mas até parece que não me conheço e sei como estou tão frágil.
A quem eu quero enganar?
Manipulo os meus pensamentos e tento deixá-los apenas com passagens da minha vida em que sorrio e pude dizer que estava feliz.
O meu peito ainda doí quando penso em certas coisas, quase sufoco, baixo a cabeça e deixo as lágrimas escorrerem pelos olhos.
Eu quero olhar no futuro e lutar por ele com todas as minhas forças, mas eu ainda estou quebrada.
Por mais que o mundo não queira me escutar nem saber do meu sofrimento, eu sei que tenho de arranjar uma forma de expressá-lo e pedir ajuda da melhor forma que eu sei fazer.
Nesta fase da minha vida, deveria estar nem um pouco preocupada de como se sentem as pessoas que conseguiram trazer tanta dor.
Sinto-me estúpida e que estou sendo cruel comigo mesma, sou aquela mulher quebrada por dentro que farta-se de dar oportunidades a toda gente, que pensa que as coisas vão melhorar, que tudo vai correr se for eu a controlar e esqueço de mim, talvez de como eu vou sentir-me quando eu perder o controle e alguém apoderar-se disso para destruir-me.
Continuo nesta cura, mas estou tão confusa e triste, sim eu estou triste e não tenho vergonha de dizer nem quero esconder, não consigo tirar certos episódios na minha mente talvez alguns que estavam a levar toda a minha sanidade mental.
Nunca tinha olhado no "ódio" no fundo dos seus olhos até saber que era real, era bem real e eu estava ali pronta para empurrá-lo para longe de mim, mas ele não deixava apenas ficava ali parada a escutar tudo o que tinha para dizer-me.
Queria seguir em frente pensando que merecia um lugar feliz neste mundo, mas a minha mente estava bloqueada, com medo e sem conseguir excluir todas aquelas palavras e pensamentos que vagueavam pela minha mente.
Eu queria que a minha mente se calasse e deixasse em paz porque quando eu precisava que ela fizesse de mim uma mulher forte, ela fazia sentir-me a pior mulher á face da terra, a mais pecadora de todas, a mais enganadora de todas, a mais manipuladora de todas, a mais mentirosa de todas, a mais mal amada de todas e a mais fria de todas.
Mas o meu coração dizia-me todo o contrário, mas a minha mente estava a consumir-me, e apartir daí tudo o que consegui sentir foi medo.

quarta-feira, novembro 13, 2019

Até que a morte nos separe



Estava o meu cigarro na boca e enquanto travava o fumo para poder libertar aquela toxina que estava a mergulhar para os meus pulmões ficava distraída a observar os passos de outras pessoas, focava nos seus sorrisos e tentava não pensar na minha desgraça.
Eu queria deixar de pensar no quanto aquele cigarro estava a matar-me aos poucos e poucos sem eu me aperceber, e lembrava-me da quantidade de vezes que respirei perto do teu pescoço quando achava que estava segura no teu peito.
Contava-te as melhores e as piores histórias que tinham marcado a minha vida, ás vezes as horas passavam e amanhecia, eu pensava como era feliz por contar-te tudo sobre mim.
Por vezes, chorava e enxugavas as minhas lágrimas e dizias-me como o mundo era injusto, e que juntos iríamos vencer o mundo enfrentando tudo e todos. 
Ultimamente, as minhas lágrimas são profundas demais para quereres decifrar ou até mesmo quereres enxugar, passavas por mim vezes sem conta sem te aperceberes que essas lágrimas escondiam os piores momentos que passamos juntos.
O cigarro não estava a matar-me, mas sim a ideia que ficaria contigo até que a morte nos separasse.
Ns nossos amanheceres fazíamos as promessas e pedíamos um ao outro para não deixarmos de nos ajudar quando um de nós caísse no abismo.
Nos piores pesadelos fui assassinada por ti, nos meus piores pesadelos senti medo das tuas palavras, nos meus piores pesadelos eu não tinha um demônio sentado no meu peito apenas via o teu olhar carregado de ódio pronto para deixar-me sufocar vezes sem conta.
E quando acordava desses pesadelos eles eram bem reais, sentia o teu toque, sentia o teu beijo que de um tempo para cá deixou-me de tranquilizar.
Sentia falta de poder deitar na minha cama sem sentir o pesar da minha respiração descontrolada, o soluço entalado na minha garganta como se tivesses tido escolha de tirar-me o ar para eu poder respirar.
Eu queria respirar para continuar a poder ter certeza de que não estavas a escavar a minha própria cova com todas as forças que tinhas.
Deixava de ver os raios de sol que traziam um pouco felicidade quando tu estavas ali para acabar com a minha voz e o meu corpo mergulhar num sono anormal.
Tinha medo da ideia desse sono anormal como aqueles sonhos em que corres para alcançar algo, mas tem alguma um ser sobrenatural que puxa
-me para trás, e quando estou a pensar que estou a chegar ao final descobri que tu tinhas uma arma carregada para disparar 4 vezes contra o meu coração.
Sinto frio e não há nada que aqueça o meu corpo, posso gritar por ajuda, mas tu não estás lá para ouvir-me, posso pedir por um abraço, mas recebo um aperto mais gelado que aquele abraço quente só uma mãe sabe dar.
Estou a congelar vendo as tuas palavras a desvanecerem com o tempo, tu estavas ali para abandonar-me.
Não sabia se estavas ali para matar-me de uma vez por todas ou ver-me sofrer aos poucos porque eu sei que o teu ponto forte era torturar-me, e depois deixar-me ali vendo os meus olhos deixarem de ver luz.
Os meus pensamentos estavam a lutar contra o meu coração iam ficando cada vez maiores e perigosos, eu estava a chegar ao final da nossa linda viagem.
Não queria perder-te e punha-me de joelhos pedindo que parasses, eu queria tanto que parasses, eu queria que ouvisses mais uma vez, eu queria que tivesses me amado mais que uma vez, eu queria que não tivesses desistido e nem planeado o meu fim, eu pedia perdão, mas as balas fizeram congelar por nós, e o meu corpo voar para o lado oposto do teu corpo.
A primeira bala foi por querer-te demasiado ao ponto de esquecer-me que eu existia.
A segunda bala foi por todas as vezes que deveria ter deixado ir embora.
A terceira bala foi todas as vezes que não perdoaste as minhas falhas, e mesmo assim quiseste lá ficar.
E a quarta bala foi por um amor prometido e que mesmo assim não foi o suficiente para durar.
Acabaram as quatro balas, e já consigo ver finalmente o meu descanso tão esperado até que a morte nos separe.

segunda-feira, outubro 28, 2019

4 coisas que fazem sentir grata



Olá grandes sonhadores/as!

Eu tenho andado a pensar nas coisas que fazem sentir grata todos os dias em relação á minha vida e poder concentrar-me nessas coisas sinto que faz-me muito bem.
Não consegui resistir e decidi partilhar 4 coisas que fazem-me sentir muito grata e feliz:

1- Estar com as pessoas que gosto, é óbvio que esta é das coisas que faz o meu coração cheio e grata por conhecer pesoas incríveis.
Que fazem sentir bem, preocupam-se com o meu bem-estar, gostam de tirar de casa para fazer alguma coisa e que demonstrem o quão bom é estar comigo.
Mesmo as amizades que tenho online, estou grata por ter conhecido pessoas tão inteligentes e positivas que só fazem crescer, e cada vez  mais partilham os seus ensinamentos vida, e são essas pessoas que eu sei e quero manter por perto.

2- Poder estar e visitar outros lugares, eu adoro ter oportunidade para conhecer outros lugares principalmente , na gastronomia.
Uma das coisas que mais adoro é comer, e se puder comer comidas diferentes, tudo torna-se mais divertido.
Os meus amigos já sabem que uma saída para mim complementasse com uma boa comida, e fico sempre muito grata em conhecer mais um lugar.

3- Ter um trabalho( poder pagar as minhas contas).
Sempre quis ser dona do meu nariz e poder ter as minhas coisas,
Eu sei como depender de alguém é difícil, e que ás vezes temos que ouvir o que não queremos ou ter uma certa liberdade.
É verdade, que nem todos os dias apetece ir trabalhar, ás vezes o mais difícil nem é o trabalho é o facto de lidar com tantas pessoas duante 8 horas.
Apesar disso, sinto-me grata por ter a minha casa, ter acabado a carta de condução e agora a minha última conquista, finalmente comprei o meu primeiro carro.
É o facto de poder pagar as minhas contas e não dar satisfação a ninguém que é libertador.
E eu sempre procurei esse lado da liberdade para poder viver em paz.

4- Estar viva, eu já tive uma adolescência um pouco conturbada e tomei muitas decisões erradas como ter colocado a minha vida em risco diversas vezes, mas fui aprendendo e da pior maneira que a vida ensinou-me que eu tinha de estar viva e presente para as pessoas que me amam.
Tenho dias em que estou triste, mas tento não ir abaixo ao ponto de desistir da minha vida, e é nesse caminho que pretendo manter.

Ódio descontrolável


Imagem retirada do Tumblr

Hoje, entrei no meu quarto e vi que a sua cor não era como aquela que alguma vez pintei, via um tom frio e sombrio, apercebi-me que estava prestes a descobrir o meu lado mais obscuro.
Deitei na minha cama bem quietinha na esperança de poder voltar ao tempo em que realmente fui feliz nela, já que ultimamente só consigo lembrar das vezes em que enxuguei as minhas lágrimas nos seus lençóis.
Estava presa no tempo que passava horas agarrada ao telemóvel á procura de um conforto nas tuas palavras, do jeito tímido de expressar sentimentos e na tua maneira de estar pronto para ajudar-me.
Eu sei que eu consegui oferecer todo o meu amor, pude dar-te forças quando mais precisas e pude fazer-te sentir uma pessoal muito especial.
Também é verdade eu senti todas essas coisas de volta, mas muitas vezes custou-me quando eu via os teus olhos cheios de raiva e as tuas palavras cuspiam um ódio descontrolável.
Percebi que talvez eu já não deveria estar a exercer o meu lugar talvez a minha missão tivesse terminado mais uma vez.
Hoje, deitada na minha cama repenso que sem a tua presença tendo sido boa e má eu não teria conseguido voar, não teria perdido medo do mundo.
Eu sabia que iria caminhar sozinha sem destino e quando eu pensava que estava forte o suficiente para enfrentar-te, eu voltava a cair por carência, de um medo que iria ficar isolada do mundo como se fossem agarrar em mim e colocar fora deste universo.
Caminhava sem rumo ouvindo o teu eco contaminando os meus pensamentos,eu precisava de deixar-te no capítulo mas feliz da minha vida, mas que juntos não poderíamos continuar a vivê-lo mesmo que existisse uma outra vida.
Vivia com uma dor dentro de mim que parecia que de certa forma, pensei que tivesse sido propositalmente por mais que o meu sofrimento fizesse sofrer fui me apercebendo com o tempo de que não desistias de trazê-lo de volta para mim quando tudo o que mais queria era ser feliz.
Secavas as minhas lágrimas tantas vezes, tive a impressão que já irritava ver-me chorar, eu chorava porque não conseguia encontrar uma solução, teimava que o erro era só meu e o que mais tinha de fazer era mudar.
Até que um dia desliguei o telemóvel e nunca mais voltei atender.  

sábado, outubro 26, 2019

Uma noite a repetir




Numa tarde de verão quis abraçar ao calor que queimava a minha pele preta, uma pele que estava preparada para sentir a brisa ou até o alcance de um beijo no meu pescoço que já era esperado talvez estive perdida durante o tempo suficiente para estar com saudades de um beijo que nunca mais tinha sentido, e aquele sentimento que preenchia o peito.
Queria sentir o teu abraço apoiado nas minhas ancas entrando pela minha alma bem devagarinho, sentindo como se naquele preciso momento já estivesse nua abraçada ele.

A felicidade que consegues introduzir na minha alma é intensa demais para querer deixar-te ir porque quando senti o sabor dos teus lábios, eu só queria beijá-los, queria ter o profundo sentimento ditado quando as nossas línguas estavam enroladas tentando guardar um pouco do sabor um do outro.
Estavam duas almas juntas quando despiste a pouca roupa que tinha, pensava na adrenalina que tinha em estar perto da tua boca beijá-la bem devagar, cheirá-la até sentir a tua tesão crescer pertinho da minha barriga como se naquele espaço de tempo pudesse esquecer o mundo, e entregar os meus mamilos aos teus lábios carnudinhos e macios.
Entre os lençóis os nossos olhares encontravam-se e eu sabia que estava ali perdida no teu olhar apenas queria expressar-te o quanto eu queria estar contigo.

O meu sentimento por ti poderia estar a crescer dentro de mim.
Perdia a cabeça quando sentia os teus dedos dentro de mim como se já conhecesses o meu corpo a tempo suficiente de tirar do sério, ao ponto de gemer, revirar os olhos e querer gritar quando só precisava de recuperar o fôlego e colocar a almofada na face enquanto mordia e gritava de prazer.
Nem sabes meu amor, nem sabes como amei sentir-te penetrando, e muitas vezes quando atingia quase o orgasmo o teu pênis saía sem qualquer propósito como se fosse um sofrimento doce e amargo, estava ali para ser tua apenas tua como se o tempo estivesse parado, e só sabia abrir mais as minhas pernas e empinar mais o meu rabo.
Estava apaixonada ainda mais por saber que querias amar-me numa cama nas posições que fossem apenas querias dar-me mais prazer e mais prazer.
Sentir o sabor e o quentinho da tua ejaculação nos meus lábios fez-me perder a cabeça, fiquei com um sabor cravado no céu da minha boca por dias.
Adormeci nos teus braços nessa vontade de não sair mais, nessa vontade de viver lá e poder dizer o quanto eu gosto de ti e deixaste o meu corpo com saudade.

Naquela manhã húmida e fria, senti pela última vez o teu corpo por cima do meu abraçando o meu apenas fazendo amor, desejava gemer no teu ouvido, queria dizer-te que te amo e deixar com essa recordação bonita na tua mente.
Desejava tanto que te viesses dentro de mim, que fizesses chegar ao orgasmo contigo, sentisses o meu corpo tremer, apertar, e por fim libertar-se deste romance de uma noite, de uma noite perfeita, uma noite a repetir, uma noite que nunca irei esquecer com a pessoa mais especial, uma noite que ditou o começo de algo, uma noite que fez-nos ver o que realmente sentimos um pelo o outro.
Nessa noite que te amei e decidi ser tua enquanto o tempo guarda-nos por mais momentos assim.
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