sexta-feira, junho 07, 2019

Viver nos teus lábios

Na minha boca não deixa de existir essa vontade de beijar a tua mesmo quando ela está a um centímetro de distância da tua.

Estou pedindo ao tempo para que me deixe apreciar o nosso beijo em camêra lenta.

Quando o ciúme sobe á  minha cabeça e os pensamentos formam diálogos de como vou encarar-te e gritar com a minha alma toda a raiva que tenho de saber que outras mulheres podem estar por perto de ti, sim, eu sou ciumenta.

O ciúme doentio não mora dentro de mim nem quero cometer esse pequeno crime de alimentar esse pequeno monstrinho porque na verdade, quando estou com raiva de ti é quando de te desejo mais, é quando chego sem vontade de provocar apenas esperando que cales a minha boca com um amasso e um beijo.

É doce essa vontade que mora dentro de mim pensando que posso proteger-te de todos os males, que posso livrar-te de um coração partido ou de consertar-te o pequeno mal que pode existir aí dentro como se eu fosse a cura para todos os males.

Deixei de escutar a minha voz interior quando cruzaste na linha da minha escrita e soube que encontrei o amor enquanto o pecado sussurrava por sexo no meu ouvido, mas sempre soube que contigo eu não queria apenas uma fuga a dois queria percorrer um caminho cheio de eclipses lunares para não tirar-me as nossas noites especiais.

Parece que estou intoxicada pelo descontrolo que a minha vida levou por durante tanto tempo sem eu  saber o seu sentido, o sentido de poder acordar sorrindo e adormecer com as lágrimas secas e os músculos dos meus maxilares dormentes por sorrir demais e saber que estava a ser feliz.

Trouxe-te para viveres nos meus lábios para poder acabar uma das minhas missões.

terça-feira, maio 21, 2019

Amores imaginários

Poderia estar prometendo uma vida de felicidade e amor do meu lado, mas eu não sou esse ser perfeito.

Eu sei que os meus lábios parecem os mais apetecíveis para serem beijados, eu sei que os meus olhos grandes e expressivos deixam inquieto e nervoso sem saber como terminar as frases, eu sei que o meu corpo não é um corpo padrão, mas é um corpo quente e pacífico procurando o teu toque mesmo quando as tuas mãos resistem.

Numa outra dimensão, eu estaria esperando para ser feliz do teu lado sabendo todas as nossas diferenças, os nossos receios, as nossas batalhas, as nossas expressões faciais para cada situação e o nosso jeito de ser quando estamos juntos.

Numa outra dimensão, queria estar no profundo da tua mente queria descobrir até o que não poderia vir a gostar em ti.

Queria despir a minha pele imperfeita usada como escudo para veres como sou frágil como podes quebrar-me sem muito esforço.

Queria fornicar a tua mente com desejo, tempo e poder admirá-la como uma única obra de arte, não queria ter o completo controlo dela como eu tenho do teu corpo.

Neste momento, sinto que o meu pescoço é apertado pelas tuas mãos com essa tua maneira de embelezar e elogiar todos os meus passos, e vou sabendo que não devo acreditar mais em ti porque tu não existes, és uma criação perfeita da minha imaginação.

Apaixono-me por um futuro indefinido, apenas passo a maior parte do tempo a sonhar contigo, a imaginar como seria estar perto demais.

Também desapaixono quando penso em mágoa, nas dores deixadas no meu peito, uma mente destorcida e um amor perdido em tão pouco tempo. Não saberei dizer se é amor, mas estava sempre na expectativa de ser levada para a lua, sentir um perfume diferente, ser abraçada sem esperar por esse aperto que levaria a outros lugares.

Não saberia dizer o que estava a faltar em mim para procurar-te tanto mesmo quando não queria que voltasses para mim porque eu sabia que tu não eras meu e que haverias de pertencer ao corpo de outra mulher.

Rodeada de uma cruel felicidade sofro com a tua ausência, com a tua forma destemida de abandonar-me e deixar-me sozinha neste quarto gelado.


domingo, maio 12, 2019

Tristeza, Ansiedade e Insegurança



Triste e com ansiedade como se estivesse com um nó no meu pescoço como se alguém fosse apertá-lo até eu deixar de respirar.

Sinto-me um pouco farta de ás vezes ter de andar camuflada com o meu silêncio e a minha tristeza.

Ás vezes eu penso que as pessoas estão a olhar para mim, estão a falar de mim.

Também já pensei que esse sentimento pode ter sido enraizada em mim em alguma altura da minha vida e que agora que estou mais crescida não consigo deixar de ser assim.

Por vezes, travo batalhas dentro da minha mente que estão a levar a um esgotamento total.

Acho inútil, o fato de por vezes eu deixar de fazer algo, querer estar com as pessoas que gosto, criar momentos e lembranças com o medo do que as pessoas vão achar como se o julgamento deles fosse o mais importante que a minha própria vida.

Não consigo libertar-me das dores que certas pessoas deixaram na minha vida talvez inseguranças que elas nem imaginam, eu vivo todos os dias e luto para durante esses dias consguir ignorá-los até nos meus pensamentos, mas admito que não tem sido nada fácil.

Depois desse medo vem, o facto de sentir desmotivada principalmente sobre as coisas que eu mais amo fazer como escrever ou até mesmo cozinhar.

Tenho adorado fazer desporto, mas nem sempre gostei, mas também não apetece-me estar deitada e parada.

Tenho tantas ideias que correm na minha cabeça, mas não tenho vontade de colocar nenhuma em prática.

Chego noutro patamar, a raiva, e tento encontrar múltiplas formas de descarregar a raiva dentro de mim não em mim nem em outras pessoas apenas preciso de viver em paz com o meu corpo e a minha mente que parece bastante frágil.

Tudo isto acaba por estar associado ao medo do que as outras pessoas hão de dizer e eu não quero viver anos com medo de pessoas, com o medo de falar ou poder ser eu mesma.

Acho de coragem as pessoas que dizem não se importar, ou dizem:"caga nisso".

Quando na verdade mora dentro de nós um pouco dessa insegurança.

quinta-feira, março 28, 2019

Sinto-me só

As minhas lágrimas sangram com tanta tristeza e dor que carrego como se todos os dias a minha alma fosse levada para longe de mim para ser executada.

Queria que a minha alma voltasse para dentro de mim e fizesse sentir nas nuvens sorrindo para aquela luz de felicidade que tornou-se cinzenta.

Sinto-me só e perdida sem um pequeno rasto de cumplicidade com a vida, estou vivendo sem interesse de encontrar a descoberta da felicidade.

Sinto-me presa nesse enrolo de pensamentos e sentimentos ruins que apertam o meu pescoço, sinto que vivo na expectativa de alcançar o prêmio de poder ser apreciada, tocada, respeitada, amada, cuidada e o vulnerável a essa dor intensa que é causada dentro de mim.

Resta em mim correr num campo de trigo infinito escolhendo estar sozinha de olhos secos, sorriso estampado e uma vontade de respirar o que falta em mim.

Sinto-me só, com medo de nunca melhorar, com medo de estar presa sem poder ver, com medo cair e não poder levantar, com medo de gritar e nunca mais poder falar, com medo de ser alguém e mesmo assim ninguém notar a minha existência.

Uma existência pequena e frágil, tenho medo de não voltar em mim, de continuar com o choro preso com medo de libertar assim como quero chorar e limpar-me com as minhas lágrimas como purificação.

Finalmente, ser aceite e ser a pessoa apropriada para viver neste pequeno mundo, de poder espreitar pela janela ver o mundo lá fora que chama por mim, mas como idiota que sou baixo a cabeça, fecho a janela e digo que não posso sair.

Sinto-me só e confusa, de estar viver um amor que não me pertence, cantar uma música que não foi escrita, escrever um texto que não foi lido, pintar o céu sem existirem cores, olhar sem poder ver, beijar sem poder sentir, abraçar sem ter braços para abraçar e aventurar nesta terra sem ter um rumo.

Sinto-me só, por não poder ser o melhor de mim, não poder sentir completa como se fosse um peso, não poder fazer o bem, não poder consertar o tempo e não saber como algum dia irei deixar de chorar com a minha amiga solidão.

quarta-feira, março 13, 2019

Suficiente para amar

No meio da madrugada surges na minha mente num ápice talvez no momento certo.

Penso na alternativa de saber se conheço o suficiente para poder amar-te, poder aconchegar-te, trazer-me um pouco de esperança e tranquilidade, coisas boas melhor que amar-te apesar que eu queira.

Gostava de não acordar com os questionamentos e a vontade que tenho de poder continuar a perseguir todos os meus desejos.

Queria saber amar mesmo sem poder tocar, sem saber expressar e estar longe de perder noites contigo no meu pensamento.

De noite queria tirar a roupa diante dos teus olhos para saberes apreciar, mas durante o dia que me olhasse nos meus olhos, soubesses medir a minha inteligência como algo sensual, queria que me abraçasses com vontade e agarrasses a minha mão com todo o respeito que sentes por mim.

Por vezes, sinto-me perdida nesse meio de tesão que transmites, mas na verdade, não procuro apenas uma "boa foda", quero horas perdidas e valorizadas com conversa gostosa.

Ás vezes tanto desejo ser tua como amar-te no anonimato, no silêncio que faz o meu corpo guardar tudo o que gostaria de partilhar apenas contigo, entendes?

É confuso.