domingo, outubro 13, 2019

26 anos : estou orgulhosa de mim



Sim!
Eu acabei de fazer 26 anos e ainda não estou em mim, eu não acredito que já estou assim tão mais velha.
Não acredito que tenho 26 anos porque eu até acho que não tenho maturidade suficiente para chegar aos 30, mas realmente não sei o que é ter maturidade para chegar aos 30, há quem diga que apartir daí passamos a viver mais e mais.
Quis fazer este post porque eu tenho andado bastante pensativa e a pensar em todos os pontos importantes da minha vida como as coisas que eu conquistei na minha vida e nas pequenas desilusões que fui tendo durante o caminho.
Este ano foi um ano difícil tanto emocionalmente como psicologicamente porque dei término a minha relação de 4 anos com alguém que eu gostava muito, e foi algo muito complicado de saber lidar assim como aprender a viver e estar sozinha comigo própria.
Talvez para quem segue as minhas redes sociais deve ter achado estranho as minhas publicações ultimamente, mas eu acho que com o passar dos dias eu vou florescendo e descobrindo do que eu sou capaz e de que eu mereço ser feliz, encontrar a minha paz e o meu amor-próprio.
Apesar de este momento triste, sempre consegui acabar a minha carta de condução em Março, e desde aí foi um desafio conseguir comprar um carro.
E no final do mês de Setembro consegui comprar o meu primeiro carro, admito que ainda não tinha caído em mim enquanto não entrei no carro e senti a liberdade de que eu tanto esperei.
Este ano tem sido uma completa descoberta em que abri a minha mente e estava disposta a conhecer outras pessoas, a tomar alguns riscos assim como tentar não ligar tanto as opiniões dos outros( porque eu logo demasiado, não é normal).
Ás vezes deixo de fazer algo ou falar algo com medo do que possam pensar de mim, mas já caí na realidade e percebi que mesmo que faça ou não faça nada as pessoas vão sempre falar, e todo esse compilar de situações más pelas quais passei contribuiu para as minhas crises de ansiedade.
Infelizmente, eu este ano fiquei a saber que sofro de ansiedade e tenho tentado controlar os meus pensamentos porque eu acho que esses é que são os responsáveis por muitas vezes não estar bem.
Aos 26 anos, tenho focado em estar com os meus amigos e amigas e dizer-lhes o quanto eu gosto deles e quanto eu quero estar com eles porque eu sei que os nossos amigos acabam por ser tudo nos bons e nos maus momentos.


Eu estou muito feliz nesta fase da minha vida apesar de tudo e espero continuar a conquistar os meus sonhos e dar mais sentido ao nome do meu blog que é grande sonhadora porque eu sou uma caçadora de sonhos e agora vou procurar por mais e mais.


segunda-feira, outubro 07, 2019

Golden Light




Ultimamente, tenho vivido dentro de uma película com uma golden light, aquela luz linda de um final de tarde quando o sol se coloca, e ainda teima em queimar a minha pele.
Coloco a minha mão no teu rosto e só consigo ver o teu sorriso e compará-lo com os dias longos de verão e um céu azul sem uma única nuvem para cobrir um pico de felicidade.
Estou viva para descrever-te e dizer-te o meu mundo tem sido pintado de azul, a minha cor favorita.
Deito todos os dias na minha cama com a imagem mais perfeita de um belo recomeço que na altura mais complexa das nossas vidas apenas decidimos estar ali um para o outro fisicamente, tocando na pele um do outro, deixando as gotas de suor escorrerem como se fosse uma cascata ,e deixarmos o nosso gemido transformar-se nas frases mais profundas.
Aquelas frases dos filmes que fazem-nos levantar do sofá e querer viver de verdade, viver aquela felicidade...
Agarravas a minha mão com tanta força para mostrar-me o quanto eu simbolizava para ti assim como soubeste fazer amor comigo, um amor tão bom, que eu fiquei a saber que eu te amava, amava-te ali e sempre, mas apenas tinha medo.
Um medo de não deixar mais uma única lágrima do teu rosto escorrer por um dor de que tenha causado até acho que tenho alimentado desse teu rosto sereno enquanto dormes e acordas para provar que me amas.
Estavas tão nervoso, mas ainda sabias ler os meus lábios quando queriam fazer-te sentir dentro deste mundo e no filme em que nos colocamos.
Aqui eu podia ser a minha melhor versão, poderia recomeçar sem erros, poderia recomeçar com o silêncio da minha consciência e poderia recomeçar de novo a minha meta para a felicidade.
No nosso filme, sempre que caminhavámos juntos nem que fosse apenas com as nossas sombras sobrevoavam corvos sobre nós, eles aterrorizavam muito apenas olhava para ti, pedia para que me abraçasses e desses coragem para correr contra eles, e quanto mais eu corria acabaria por sorrir e libertar-me desse medo de encontrar-me em ti.
Os corvos sugavam o meu sorriso e faziam sangrar o meu coração porque eu tinha medo que eles escrevessem histórias sobre mim.
Histórias que o mundo iria ler e não ia dar-me uma oportunidade de eu poder rescrever, corrigir ou até apagar de uma vez.
Apenas queria que o mundo conhecesse a minha alma por eles e soubesse o sentimento puro que carrego no peito, queria transformar os corvos com a voz que deixo fluir nos teus ouvidos enquanto canto, queria purificá-los, mas não posso porque eu escolhi fazer-te feliz.
Acabo sempre voltando para ti onde estamos dentro de uma bolha onde apenas queremos sentir-nos melhor neste mundo com as nossas conquistas, as nossas promessas de amor e beijos de despedida.

terça-feira, outubro 01, 2019

A verdade é que...



A minha garganta estava seca demais para dizer-te que não queria que voltasses mais.
A verdade é que tenho medo, medo que me vejas enquanto adormeço e te apaixones pela minha serenidade.
Tenho medo de ouvires deitar a minha alma para fora enquanto canto e queiras ficar mais um pouco para ouvir.
Tenho medo que queiras que escreva a nossa história de amor quando faltam-me todas as palavras e adjectivos para poder descrever o que realmente aconteceu.
Não posso perder-me no teu olhar com o meu coração quebrado enquanto estou á espera que não te percas nos meus olhos, e queiras ficar ficar vidrado observando cada vez que eu pisco os meus olhos.
Tenho medo que me toques e eu goste o suficiente para nunca esquecer-me e sentí-lo quando não estiveres aqui.
Tenho medo de beijar-te e não querer beijar mais outra boca por apenas pensar na tua, e não saber se realmente desejas a minha.
É verdade mesmo que tente adormeço com a tua imagem no pensamento, ali naquele exacto momento, eu estou contigo, estou sorrindo para mim e enchendo todas as minhas expectativas sabendo que eu posso magoar-me.
Mesmo que deixasse de ter medo, eu não deixaria de ser quem sou e querer respirar o mundo da única forma que eu sei fazer: amando.
Eu sei amar, mas não sei lidar com um coração partido, uma identidade que mais parece uma assombração.
Gostaria de pelo menos ver a sua forma, mas só o tempo poderá revelar.
Não te sinto por perto, e tento dizer-me que não tenho saudades tuas, mas a paixão teima em ser desonesta com o meu ego e diz-me que sim, eu tenho saudades tuas, eu não consigo guardar-te num lugar profundo porque o meu medo insiste em ter-te por perto.
O medo que impede de não aproveitar como deveria porque eu não quero quebrar de novo como um espelho que perde a sua utilidade e deve ser substituído por um novo.
Eu não quero ser substituída, na verdade, até quero estar aqui.
Quero ser tua plena e feliz.

sexta-feira, setembro 20, 2019

Nossa pele sem luz


Estava impossibilitada de amar, mas eu sabia que estava a um pequeno alcance de amar-te  como deverias ser amado.
Parecia estar pronta e destemida a partilhar desse momento que deixava-me ansiosa, por um lado estava viva.
Tão viva que no meio de uma guerra na minha mente, eu escolhia sempre amar-te.
Persistia com a minha mente de que não sentiria saudades do teu beijo, mas eu beijava a tua boca e não conseguiria parar mais, era como se todo o meu corpo desligasse em favor desse desejo.
Ainda não sei como amar-te nem sei se mora um sentimento como amor dentro de mim e se alguma vez irei voltar a sentí-lo.
Apesar que, eu sinto os teus lábios tremerem quando sabem que irão guardar o meu sabor, dás-me o abraço mais apertado como se não soubesses mais medir a força dessa vontade.
As nossas trocas de olhares contam as fotografias guardadas nas nossas memórias.
Não quero lembrar-me da tua pele na minha porque começo a perder a conta de vezes em que estiveram tão vulneráveis.
Ás vezes em que a nossa pele sem luz, brisa e melodia faz uma história enquanto estavam guardadas uma para outra porque se era sim o seu fim, finalmente encontraram-se.
Por mais que queira gritar ao mundo o quanto amei o seu cheiro, a maciez de um corpo que prometi tocar-lhe enquanto estivesse comigo também quis guardar do mundo para que fosses só meu apenas meu.
Sempre detestei as manhãs que despertavam e saberia que todas as horas de madrugada em quatro paredes preenchidas sussurrando o teu nome, dizer-te que te amava enquanto fazíamos amor, eu queria que guardasses a minha voz dentro de ti caso um dia a perdesse para a minha solidão.
Detestava as manhãs porque sabia que tinha de despedir-me de ti, mais uma vez para o mundo real aquele que nos manteria de corpos distantes e mentes contaminadas de memórias.
Enquanto procurava por um amor pensava no teu sorriso poderia não ser o mais deslumbrante, mas o que trazia aconchego aos dias em que sentia uma profunda tristeza.
Lembrava-me do teu olhar perdido em cada detalhe meu pronto para dizer-me o que eu queria ouvir da forma mais sincera.
Mantia-me focada na saudade que insistia que não sentia assim tanto,mas quando estava contigo ela despertava ainda mais.
Ao deitar queria adormecer a olhar no teu ar sereno, num pensamento distante de mim mesmo quando os nossos corpos se abraçavam, mesmo quando ao acordar eu sabia que estavas ali á espera que eu acordasse.
Para amar-me pela manhã e falar a primeira frase e única que eu precisaria de escutar:" eu amo-te".

terça-feira, setembro 10, 2019

Paralisada


Estava sentada na janela do meu quarto olhando para rua, já tinha perdido o tempo e não fazia ideia a quantos minutos, segundos, horas, dias, semanas, meses ou anos eu estava aqui.
Estava paralisada no tempo em que realmente fomos felizes e que não entendemos no quanto tinhamos crescido juntos e estavámos consumidos pelo sabor do nosso beijo e a ternura que vivia presente no nosso olhar.
Tinha saudades do tempo em que sabia que erámos perfeitos um para o outro até destruirmos tudo sem sequer pensar que estavámos a desgatar cada minuto de promessas e uma felicidade que parecia infinita.
As saudades prendiam-nos e nós fomos morrendo juntos até o dia em que não fazia sentido olhar mais para o que construímos juntos.
As paredes do meu quarto deixaram de ser brancas para um dia acordar, e perceber que a luz que eu não deixava entrar nelas tinha partido com o tempo em que esgotavámos a tentar consertar algo que não estavamos dispostos.
O meu quarto tornou-se cinza e a minha janela estava embaciada pelas lágrimas que derramei, e a minha respiração que mantia-se ofegante por saber que não aguentava mais a dor que levava comigo.
Questionava-me onde poderia estar o meu coração porque passei mais tempo a querer cuidar do teu como mantê-lo forte e intocável até o dia em que meu coração deixou de bater.
Permanecia paralisada sendo engolida pela lama da mágoa que causamos um ao outro, e quando pensava que estavas lá para agarrar a minha mão apenas via a tua imagem perfeita desvanecer dos meus olhos.
Não tinha voz suficiente nem força para salvar-nos porque vivia com medo da possibilidade de poder a ser feliz mesmo que tivesse que caminhar sozinha sem ti.
A culpa de tentar ser feliz quando apenas conseguia ver uma vida inteira do teu lado.
Cresci para perceber que tinha de deixar-te ir porque eu estava sozinha, sonhando e afogando o tempo num oceano cristalino para dar-me mais tempo.
Precisava de tempo...
Não foi o suficiente quando quis alcançar as ondas elas tiraram-me a possibilidade, para dizer-me que não conseguias amar-me mais talvez nunca mais.
Tempo para poder florir de novo e saber que não estarás lá para cuidar do nosso jardim que estava cheio de ervas daninhas.
Continuo paralisada e com medo, mas caminho em direcção da minha felicidade merecida.
Eu mereço ser feliz.

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