sexta-feira, abril 20, 2018

Love on the Loft




Sentei-me contigo para uma conversa meramente casual onde trocavam-se olhares e sorrisos sinceros, tu fazias-me sentir a garota mais pura, inocente e bonita.
As nossas conversas parecem que estão sempre interligadas ás memórias que marcaram uma infância cheia de aventuras, pequenos momentos de tristeza e projetos de vida a querer realizar.
Procuro pelos teus lábios enquanto escondo os meus num copo de galão sabendo que está a ficar cada vez mais difícil resistir á tua boca.
Perto de ti sinto-me aparvalhada como se fosse para o resto da minha vida.
Feliz!
Estou tão feliz e com vontade entrar no teu mundo assim como abriste a porta para o teu Loft situado no centro da grande cidade, senti como se estivesse dentro de um filme com vontade de explorar cada canto e conhecer-te mais ainda.
Perdi a hora devorando todos os livros que se encontravam na estante, mordiscava os meus lábios pelo exitamento que teria em ler livros que já leste, folheaste e talvez adormeceste sobre aquelas histórias.
Sentia o meu coração bater forte assim que apercebi-me que estava perto de despedir-me e nem tinha ideia como haveria de ser tão embaraçoso estar frente a frente aos teus olhos, como seria evitar beijar a tua boca.
Agarraste-me com tanta força, apertaste os meus ombros ao teu peito, deixaste o meu pescoço a favor da tua boca e inclinaste a tua voz grossa e meio roca aos meus ouvidos dizendo que era tão bom sentir-me.
Parecias estar fora de ti te entregando ao desejo de um corpo vulnerável, eu quis abraçar-te, quis beijar-te, quis estar ali para ti, mas a minha mente estava corrompida com o medo de dar cabo da tua mente e da minha, mais ainda.
Despediste deixando com a dúvida se todo este clima ficaria por ali, e assim que virei as costas e decidi olhar para ti com um sorriso nervoso e maroto, tu aproximaste bem rápido de mim como se fosses encostar contra a estante dos livros e abraçaste mais uma vez como se estivesses a despir-me a alma.
Olhava para as janelas do teu Loft e pensava como eram tão grandes e como seria se arrancasses a roupa e fizêssemos amor contra os vidros com uma vista de tirar o ar.
Não conseguia tirar a ideia de agarrar os teus braços fortes e deixar-te louco, mas é claro que tudo isso estava na minha cabeça.
Na verdade, despedi-me com um "até já", fechei a porta de casa, andei rápido até as escadas do prédio coloquei a mão no peito e recuperei todo o ar, consegui erguer a minha cabeça e tenta esquecer o que estava a sentir, estava tudo mais claro que nunca.
Tu estavas deixar-me louca...

1 comentário

  1. Adorei o texto...

    FAZ AS TUAS PERGUNTAS: http://abpmartinsdreamwithme.blogspot.com/2018/04/q-5-facam-as-vossas-perguntas.html

    Beijinhos ♥

    ResponderEliminar