quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Já não vivo nos oceanos

Pedia ajuda aos mares e oceanos para libertar-me dessas turbulentas tempestades abrigadas de trovoadas e furações que penetravam a minha mente e deixavam ainda mais confusa.
Sempre quis que o sol viesse e acalmasse e desse esperança de que todos os furores iriam desaparecer porque é para isso que ele serve.
Serve para orientar os nossos caminhos perdidos, serve para fazer-nos sorrir todas as manhãs e que esse sorriso seja totalmente incurável.
Preciso do calor para queimar as minhas escamas e fazê-las brilhar ainda mais nos sonhos daqueles que ainda não viram.
Seria tão magnifíco se pudesse ser forte como o vento e vencer tudo e todos sem precisar de encher os oceanos com as minhas lágrimas culpabilizando de tanta dor.
Queria fazer parte do mar, mas ele é turbulento demais para abraçar-me sendo assim deixei de ser uma sereia para ser uma rapariga comum devoradora de livros e uma caçadora de paz e sossego.



2 comentários:

  1. Faz tempo que não vejo um blog tão cheio de sentimentos! Amei o texto e a forma como você descreve as tormentas de seria. Seu texto tem uma grande sensibilidade que nos carrega a imaginar a situação.
    Devo acrescentar, que nem o sopro do vento é capaz de mandar embora seus problemas e sua tristeza. As vezes, parecer forte não significa ser forte. Forte são aqueles que se entregam ao seu próprio caos, liberando sentimentos de imensidão desconhecida!
    Grande abraço!
    Espero sua visita ansiosamente!
    Se Nada Der Certo

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    1. Muito obrigada e eu fico muito contente por transmitir essa felicidade em ver o meu blog.
      Espero que continue por cá.
      Muitos beijinhos!

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