quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Save me from myself


Todos os membros do meu corpo estão cedendo á fragilidade da constante melancolia, do drama e duma mera tristeza.
Sinto que a minha alma está coberta de escuridão que talvez pode ser retirado com o tempo.
Pouco sei de mim, mas neste momento tudo que necessito é de outra alma sorrir para mim e dizer-me que tudo vai correr bem e vou aguentar-me.
Não sei onde estará a alma que está preocupada com a minha alma ou com o que a escuridão sussurra nos seus ouvidos.
Em torno de tanta fragilidade sinto-me vazia de ideia, emoção e até de sentidos.
Quando a escuridão reflete a minha imagem vejo que estou cada vez mais magra e sem apetite.
As gotas de orvalho que vejo todas as manhãs cobrindo a relva são menos que as lágrimas que derramo que por enquanto ali passo.
Sou a menina da escuridão e a ela agora pertenço.
O silêncio diz que é melhor estar assim porque talvez ter voz já não preencha.
Sempre que algo parte da minha vida assim como a alegria eu fico doente, eu digo que não estou, eu digo que não vou aguentar, eu digo que não consigo, eu digo tudo o que a escuridão diz-me para dizer.
Quem será a alma que trará Alegria de volta?

nono

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