terça-feira, janeiro 29, 2019

Limbo



As nuvens estavam cinzentas carregadas de água, estavam um vento frio que fazia com que deixasse de sentir os dedos dos meus pés, os meus lábios estavam roxos e para a minha grande sorte perdi o último autocarro da noite.
Sentia frio e desolada por estar sozinha ás tantas da noite, tentei mandar-te uma mensagem e ligar-te, mas não tive sucesso. Eu pensava que quando eu precisava de ti tu não estavas ali.
A minha casa ficava distante da cidade e decidi ir a pé para casa pensando no medo e na quantidade de malucos que poderiam estar aí á solta.
Á caminho passou um carro no meio da estrada fazendo sinais de luzes que ilumizavam o meu corpo molhado pela chuva que já havia apanhado, e que coincidência!
Eras tu! Enquanto, eu carregava raiva de estar sozinha, ir a pé, ter apanhado chuva, apareceste tu, eu não saberia se haveria de agradecer-te ou perguntar-te o que estavas ali a fazer e discutir contigo, só porque sim!
Entrei no carro sem fazer muitas perguntas e pedi-te para levares para casa, encostaste o carro e disseste que sentias-te distante,carente e perdido.
Na verdade, queria estar distante de ti mesmo quando tu concentravas o olhar no meu e nós estavamos numa confusão de sentimentos que já sabíamos que não fazia muito sentido procurarmos um pelo outro.
Não demorou muito para o meu corpo parecer que estava a pegar fogo, que as tuas mãos estavam a volta do meu pescoço enquanto brincavas com o meu coração.
Desapertaste-me o soutien sem qualquer dificuldade e deixavas a tua respiração quente fluir entre os meus seios, arrancaste-me as cuecas vermelhas de renda que tinha comprado ontem, eu pensei no dinheiro que gastei com elas, mas ao mesmo no prazer que proporcionaste quando as tiraste.
Desejava não parar por ali, queria descarregar a minha raiva por ti e ao mesmo tempo libertar a tesão que estava concentrada nos nossos pontos essenciais.
Lá estava eu nua no banco de trás do teu carro a viver mais uma aventura, mais uma dança na nossa pista de dança, mais uma loucura da qual iremos sempre recordar.
Eu tinha a certeza que não poderia ficar muito tempo do teu lado que a única coisa que queria era esclarecer-te o que sentimos debaixo de uma manta, dentro de um carro, um elevador ou num jardim isolado parecia que não tenho um rumo certo contigo e quando penso nisso é tarde demais.
É tarde por estar envolvida com a tua pele, o teu suor, o teu sorriso malandro, esse olhar que conta-me histórias e essa voz que canta-me músicas ao ouvido.

domingo, janeiro 13, 2019

Melodia frágil



Não esqueci-me de voltar á realidade sair dessa fantasia cintilante que transparece na minha mente.
Voltei com a certeza de que eu te amava, de que eu sentia uma paz dentro de mim que precisava de ser escrita, precisava talvez de ser estudada por tão profunda e louca que é.
Sou uma apaixonada compulsiva, vivo nessa inconstância de seguir o meu coração e fazer parte dos teus sonhos.
Parece que sempre soube que estava pronta para fazer parte da tua vida.
Estava pronta para fazer parte de um presente que ainda estava á espera de ser entregue, estava demasiado envolvida e focada em conhecer-te por dentro.
Estou a bastante tempo á procura de uma mente que dê mais tesão que um corpo igual a todos outros, foder o teu corpo, deixar a minha marca, a minha saudade ou até um bilhete para a tua volta, posso levar-te ao orgasmo, mas nada é satisfatório de escutar uma mente que livra da agónia e leva-me ao climáx.
Um corpo que aguenta o calor do meu e conta-me mais um pouco da felicidade encostado ao ouvido, com uma mania de roubar-te sorrisos sinceros.
Sinto-me frágil junto da tua melodia que combina tão bem com os sonhos que tenho contigo, sonhos que precisava de nunca mais acordar para poder viver dentro da tua boca perdendo o sabor da canela quente e meio picante entre os nossos lábios.
Perto de ti torno-me numa poeta desconhecida, sem descrição apenas querendo ser servida de amor, respeito, quase colocada num pedestal, cheia de força para trazer-te á vida cada vez que quiseres desistir e trazer-te os pedaços do teu coração que foste deixando cair por aí.
Foste deixando recuperar o que não fazia mais sentido dentro de ti, eu não prometo, mas eu vou estar a tua espera, eu vou estar aqui.



terça-feira, janeiro 01, 2019

Dá para acreditar?

Dá para acreditar?
Não consigo acreditar no quanto estou feliz por estares na minha vida!
Queria fechar os meus olhos e o meu coração para poder ver com atenção a calmaria que vive dentro desse teu sorriso, e da tempestade que transparece cada vez mais nesse teu olhar fundo.
Precisava das tuas mãos sofridas no meu rosto e desse teu jeito cheio de segredos que fazem ter mais curiosidade de conhecer ainda mais.
Não quero invadir o teu espaço, eu queria apenas estar e beijar-te sem parecer evasiva...
Meio que quero invadir sim, deitar-me no teu corpo como se quisesse roubar todo o teu perfume, limpar toda a frustação, essa pequena vontade de odiar a vida, trazer-te minutos de felicidade e dizer-te como eu amava escutar a tua alma gritar contra a minha.
Sinto uma grande necessidade de fazer-te feliz e matar a fome que vai matando as tuas palavras que deixam paralisado no vazio, num caminho sem rumo ou numa música sem fim.
Não sou de curar almas, mas não resisto em não contribuir para ver mais um alma florir nos meus braços, nas minhas frases completas e em todo meu carinho.
Gostava de fazer acreditar que ver-te feliz não é uma perda de tempo, mas sim um resgate á beleza que coloco em todas as coisas.
Espero estar agir certo deixando-te fazer todas as escolhas que permitam que eu esteije atravessada no meio do teu caminho.
Sempre que olho para os teus olhos consigo perceber aquilo que eu quero que é continuar a proporcionar paz na tua alma, uma exitação sem fim assim que ouves a minha voz e uma saudade que não precisamos de correr muito para encontrá-la.
Sim, porque já sabemos onde nos encontrar conectados, vazios, nus, sem dor, apenas ali um para o outro.
Acreditas em mim?
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