domingo, novembro 25, 2018

O meu amanhacer, o meu pôr de sol...




Nunca tinha sentido o frio deste apartamento de estar tão sozinha com vontade de beijar a tua boca e dizer-te o quanto eu amo-te.
Estava mais que acostumada a chegar ao ponto de mandar-te mensagem para fazermos amor neste sofá que deixa desolada por não ter por perto deixando as minhas pernas bambas de tão bom que iria ser.
Comecei a precisar do teu sentimento alinhar com o meu assim como os teus lábios ficavam com cada pedaço meu, e deixava a saudade de não sentir-te no meu peito explorando cada detalhe.
Viciei-me na expectativa que estarias sempre aqui para mim nem que fosse para viciar-me nesse teu sorriso, nessa tua tesão jovem, nessa tua vontade de ocupar um espaço na minha vida, no meu corpo, na minha mente, e admito que não consigo tirar-te da minha vida.
Eu quero que fiques aqui comigo, pode ser abraçado ao meu corpo nu arrepiado iluminado com a luz da cidade que nos rodeia, pode ser de joelhos entre as minhas pernas fazendo contorcer e desarrumar toda cama.
Penso como seria estar contigo e não desarrumar toda a cama, todas as minhas forças e superar os meus limites.
Parece tudo tão pacífico e confidencial até o ardor que deixas no meu pescoço, uma pequena presença tua ou uma força selvagem de gritares a um mundo mudo de que eu sou tua.
É um ciclo que sobrevoa sobre nós fazendo parte dos nossos amanheceres e pôr de sol, com essa minha vontade de viver dentro do teu olhar obssessivo, com as minhas ancas encaixadas nas tuas mãos feitas á medida do meu corpo enquanto trazes-me a loucura e o vício de nunca mais separar-nos.
Para me amares não te peço que me prendas na cama deixando vulnerável, mas que tenhas a certeza que conhecemos tudo um do outro numa só noite.
Aí podes ir embora e voltar para recordar num próximo amanhecer.

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