sábado, 30 de julho de 2016

Am I that easy to forget?


Não passo de uma memória ou de uma recordação inacabada como fotografias antigas num papel velho revestido da cor castanha que já não fazia sentido estar pendurado numa parede.
Os meus poemas foram esquecidos nos olhos daqueles que não quiseram realmente ver.
A minha voz foi derramada para que nunca mais pudesse a ter de volta.
Os meus pensamentos foram transformados em uma lagoa azul do qual eu tenho vindo a sentir que cada vez mais sinto que estou afogar-me nela junto com eles.
As lágrimas que derramei tantas vezes por alguém estão a secar e agora só resta um coração que aprendeu a bombear.
Os meus feitos neste mundo tem sido vistos como algo inexplicável e tem sido visto como aquele banco verde num jardim coberta de musgo e borboletas em que todos os dias passam pessoas por aquela cadeira e vão embora sem qualquer tipo de sentimento.
Como se já não fosse pior a vida só trouxe o sentimento de culpa que parece que está envergado na minha pele e nas minhas camisolas de lã.
Parece fácil esquecer-me como se nunca tivesse sido um vento que tocou na face das pessoas, como se nunca tivesse suportado tudo para poder fazer o bem, como se nunca tivesse feito promessas e demonstrado que desejaria ficar aqui.
Talvez a culpa é minha e ainda não apercebi disso como é hábito provarem-me todos os dias que ela é minha, só minha...
Agora que fui esquecida como voltarei a encontrar o meu próprio abrigo?
Porque até as ondas do mar castigam o meu corpo e os grãos de areia que ficam na minha pele parecem os meus problemas que não querem libertar e só posso libertar se o mar ajudar-me.
Neste vazio existe uma dor que perdura como um perfume e anoitece sobre mim.
E assim serei esquecida!

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