sábado, 2 de julho de 2016

A morena dos quadros vermelhos

Parecia levar uma vida de solidão e muita união consigo mesma.
A Carol era uma mulher determinada, muito dona de si própria, criativa e sem pudor.
O seu estilo era livre tinha uma casa cheia de plantas enormes e cactos era mais como uma jardineira amadora.
O estúdio tinha uma mesa com com chávenas de café das noites em que ela perdeu pintando uns quadros cheios de amor, cheios de melancolia e uma vida que era apenas definida por experiência.
Aqueles quadros falavam da história de uma mulher que amou de mais um homem, mas nessa história não a impossibilidade de amar ou distância que os separava porque nada os separava, ele apenas tinha uma doença chamada Cancro.
Para além de ela o amor ela despediu-se com um bilhete acompanhada do quadro que ele pintou com o rosto dela e no bilhete dizia:" Que no último segundo da minha vida o teu rosto seja a última coisa que irei ver."
Apartir desse dia a Carol teve a certeza de que não iria ver mais, mas o que podia fazer era pintar uma história com ele que numa outra vida poderia vir se realizar.
É bonito que até num amor perdido exista a esperança.



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