domingo, 13 de março de 2016

Vamos brincar ao quarto escuro




Vais ter de esforçar-te a conquistar-me assim como fizeste antes de virmos para aqui.
Vais ter de deixar-me descontrolada e controlar-me como se estivesse condenada a cada consequência entre nós.
O prêmio do nosso jogo é o passaporte para o coração um do outro.
Assim começamos o jogo, sinto o peso das tuas mãos no meu ombro como se pudéssemos viver abraçados a sentimentos tão fortes e ardentes.
Com o meu jeito malandro rebolo, deslizo, rebolo e controlo os teus olhos que não saem de mim, só de saber que eu te tenho nas minhas mãos só consigo imaginar o que queres dizer.
Chegas perto do meu ouvido e dizes: "Agarra e não me largues que com esse teu controlo ainda trazes prejuízos."
Nunca pensei que estar contigo fosse tão intenso.
Sentir a intensidade do teu olhar, da tensão dos nossos movimentos e ainda estar a ser apoderada pelo teu beijo quente, um beijo quente que percorre o lado que nunca mostrei e está prestes acordar.
Nem um climax consegue definir a satisfação de duas pessoas juntas.
Sempre quis saber os teus segredos e os teus maiores desejos sem negar que estava a gostar de perder cada peça de roupa e perdendo a cabeça.
Mesmo perdendo o meu juízo não é só de desejo que quero encher, mas sim de amor.
Mesmo perdendo o meu juízo eu sei que o que estamos a fazer, e não é crime desejar tanto alguém e ainda poder retribuir.
Se os lençois falassem por nós eles falariam como é amar de verdade, como é ser entregue, como é começar algo que não pode acabar.
Que as paredes sejam surdas, mudas e nem um pouco invejosas de todo o bocado de nós que elas carregam.
E dessa minha sorte loucura de amor e jogo de sedução tive o passaporte para o teu coração.


nono

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