domingo, 15 de novembro de 2015

A vida por um fio


Ultimamente Kinara deixara ter as suas noites de Cinderela e passou a ter muitos pesadelos o que não deixava muito confortável durante o dia-a-dia.
Ela vivia com medo que alguns dos seus sonhos acontecessem, ela tinha vindo a desenvolver alguns problemas de saúde ligeiramente parecidos ao de sua mãe.
A sua relação com Isaque tinha muitos altos e baixos e Kinara parecia sentir-se cada vez mais fraca.
Ela não sentia vontade de frequentar a faculdade, de ir trabalhar e apenas pintava os seus quadros, mas já não era aqueles quadros alegres e cheios de cor, ela pintava coisas muito tristes e nem o Isaque sabia decifrar o que estava por trás daqueles quadros, mas sabia que era algo muito sombrio.
Certo dia, Kinara e Isaque tiveram uma discussão muito acesa e Kinara fraca emocionalmente falou com ele como se fosse uma despedida, visto que eles falavam ao telemóvel ele não fazia ideia do que Kinara poderia estar a fazer.
Nesse mesmo dia, Isaque foi á casa de Kinara feito um desesperado porque ela não atendia mais o telemóvel e Isaque pensou que fosse o fim de tudo.
Assim que chegou a casa de Kinara encontrou ela por detrás da bancada desmaiada e estava fria.
Kinara tinha acabado de cometer suícidio.
Isaque tropeçando em todas as coisas que estavam partidas no chão agarrou o telefone e fez um chamada de emergência, quando perguntaram-lhe a morada ele estava gago e não sabia exactamente dizer absolutamente nada.
Manteu a calma, conseguiu dizer a morada e foram numa velocidade tremenda assim que chegaram ao hospital, Kinara entrou direto para os procedimentos.
Pela primeira vez Isaque, sentiu que não fosse ver, nem tocar, nem ouvir, falar e a pior sensação de todas é que as últimas palavras dele não tinham sido de amor, mas sim de raiva.
Ele sentia o seu mundo a desabar.
Entretanto, 5 horas depois de ter estado a tratar de Kinara conseguiram estabilizar.
Dois médicos dirigiram-se a ele e disseram-lhe:
- Já pode vê-la, não tente é força-la a falar muito porque ela acabou de acordar.
De modo que Isaque pegou a mão de Kinara ele quis chorar, perguntar-lhe porque fez aquilo e para nunca mais voltar a fazer isso, mas beijou-a apaixonadamente e fez-lhe rir todo o tempo da visita.
Foi o momento mais delicado entre Kinara  e Isaque talvez a oportunidade de perdoarem-se um ao outro por cada erro e palavras ditas no momento de raiva.
Era o único e último momento talvez de ultrapassarem todas as mágoas e resolveram de serem felizes, de apenas um do outro e que a confisnça estabelece-se entre eles.
Já dizem a muitos anos que a vida é curta ou que a vida é só uma e se for vivida com bons momentos até pode demorar mais a passar do que olhar para atrás e ver todos os momentos que poderiam ter sido saudáveis com coisas destrutivas.
Após este acontecimento de tirar o folêgo, Isaque e Kinara conversaram de como casal devem prosseguir a sua relação porque quando as pessoas estão para perder ou sentir que alguém está a ir para longe deles é que apeguem-se mais que o necessário.
Por norma eles deveriam amar-se como assim dizem um ao outro e voltar a confiar um no outro do que enterraram um amor entre desconfianças e inseguranças.
Kinara sentia que era Isaque que ela queria e mais ninguém, se passasse a vida cometendo erros não valia ter uma vida e ainda ter o direito de vivida.
Ela necessitava de apoio psicológico e dar valor á vida como ela tem gosto de respirar e sentir o vento pairar na sua face.
Isaque precisava de viver mais, sorrir mais, confiar mais  mesmo não sendo fácil, mas fazer um esforço de que suas últimas palavras a Kinara fossem de amor.
Além de Kinara mais ninguém consegueria saber o que levou a ter uma certa coragem de tentar contra a sua vida, uma vida que mais ninguém podia dar-lhe de novo ou enquanto outros tentam viver mais um dia.
Kinara sabia que não queria abandonar os seus amigos, o seu namorado e os seus hobbies, mas tudo o que ela podia e queria era paz com uma pitada da felicidade, tinha noção que os problemas existem sempre, mas ela estaria sempre ali a tentar resolvê-los.


nono

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