domingo, 27 de setembro de 2015

És só mais uma fantasia- Episódio 18

Definição de amor verdadeiro continua a ser inquestionável, muitos e muitos tentam arranjar uma definição, mas o amor é vivido por todos de formas diferentes.
Kinara é uma mulher que está a procurar de definir o seu amor, está questionado o seu ser, os seus sentimentos, emoções talvez ter um auto-controle de si mesma talvez estar menos ansiosa, nervosa, irritada mesmo que as pessoas á sua volta não entendam as suas razões ou reacções.
Ser ela não era fácil, era uma batalha constante contra o tempo, ela sentia-se muito embaixo quando desiludia outras pessoas ou não as fizesse sentir bem como a sua presença.
Entretanto, ia perdendo os seus ideiais ela já não tinha a certeza se todos os seus ideais, pensamentos ou até mesmo os seus objectivos ela já não sabia se era encarada de forma certa ou da forma mais nojenta de existir.
Ás vezes ela enquanto pintava os seus quadros ela pensava na perfeição, na perfeição de não cometer erros, de perdoar menos as pessoas de poder abrir mais a sua mente e coração para quem ama excluindo o seu maior medo, de não ser aceite ou mais amada pelo que ela é.
Nas noitadas com uma garrafa de vinho escutando música era quando ela pensava em mil e uma maneiras de poder mostrar ao Isaque que era ele que ela queria ali.
Teria de mostrar, dizer, falar, dançar em volta da palavra "amor" para ele nunca se esquecer.
Ali ela pernoitava em mais pensamentos e lágrimas e muitas nem seriam de tristeza seriam de medo, um medo que vivia dentro dela talvez até de expressar-se.
Por vezes, a memte dela ficava tão vazia e divagava no vazio porque muitas das vezes não sabia o que sentir nem sabia explicar ao Isaque o motivo da sua frustação, da sua tristeza, dos pensamentos sem fim.
O Isaque  era como uma luz no fundo do túnel, ela poderia ter um emprego, estar numa boa faculdade, mas navida não havia nada tão bom como o amor independentemente de como fosse demonstrado.
Se um dia alguém descobrisse a definição do amor podia ser que todas as dúvidas de Kinara fossem esclarecidas.
Talvez não amaria com medo de ficar sozinha podia ser uma dor com cura, mas o problema é por quanto tempo a dor iria instalar-se na mente dela.
Ela nunca achou que fosse o suficiente para alguém talvez sem utilidade, mas ela não é um objeto e por isso, ela tem medo.
Há quem nunca vá perceber o silêncio de Kinara porque também é algo que ela nunca vai saber explicar.
Para além de ela gostar do Isaque, ela sempre vai querer que alguém que entenda cada desabafo dela, oiça como ela ouve ele, por vezes ela irá abrir a alma por ter sido tão amachucada.
Ter duas almas frente a frente é quando uma está tão descontrolada com vontade de fugir de tudo e ir para um sítio sem fim e o outro ainda poder dar escolha basta uma frase que faça repensar ou um olhar que a puxe para onde nunca deveria ter saído.
No final de tudo não vivem um sem o outro porque o amor tem dessas.




                                                         nono

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