quinta-feira, 30 de abril de 2015

Tamanho irreal

Tempos díficeis permanecem na minha vida.
Ás vezes apetece estar debaixo do chão que todos os dias eu piso, porque sou pisada sempre nem a minha cabeça começa estar mais erguida.
Queria viver tanta coisa, mas falta-me coragem de ver o sol, as pessoas, perco coragem de falar e sorrir.
Coloco as mãos na cabeça, mas perturba-me tanto como podem magoar-me sem pensar que talvez eu sinto, coloco as mãos em volta ao meu corpo, mas tenho raiva quero bater em mim própria, quero magoar-me fisicamente coisa que não fazem invés de falarem merdas sem pés e cabeça.
Tenho dias que sinto uma Rainha e outros tempos que sou insignificante.
Tu és melhor que eu, é por isso que permaneces a fazer isso comigo alterando todos os meus caminhos.
Quero caminhar sozinha sem ajuda de ninguém, mas é impossível tu és melhor que eu.
Deito na minha cama chorando sob promessas, sob a tua voz, sob esse castigo.
O tamanho do meu coração já foi tão maior e agora reduziu-se, ou é não tem um tamanho específico, é irreal.
Sabias que já fui definida entre a falsidade, mas tu és pior que eu.
Um ser que amo, mas que deveria desaparecer.
Não quero-te mais aqui, vai-te embora.
Fica com ela!

nono

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