domingo, 12 de abril de 2015

És só mais uma fantasia- Episódio 4

Depois daquele dia menos normal na minha vida, hoje decidi ir a uma loja Vintage na baixa, são muitas pessoas que visitam aquele local.
Olhei entre as cortinas para ver como estava o tempo e estava um pouco melhor que o dia anterior, lá estava eu com o Jonathan na minha mente, mas eu não queria nada daquilo talvez estou confusa.
Vesti umas calças Skinny Jeans, uma blusa verde alface e uns tênis de desporto assim mais práticos visto que ia desanuviar um pouco.
Desci as escadas do prédio e dei de caras com o porteiro:
- Bom dia, Dona Kinara hoje como se sente?
- Obrigada Senhor Sebastião, eu hoje estou bem disposta.
- Aqui estão algumas cartas do correio que já deveria ter levado para cima.
- Muito obrigada!
Atravesso a estrada e vou descendo o parque com os fones nos ouvidos ouvindo Natiruts, é uma banda de reegae brasileiro, faz-me sentir feliz e com esperança de que um dia a minha vida fará sentido um dia.
Gosto de reegae talvez algum dia poderia usar umas rastas em algumas partes do cabelo, poderia usar mais cores alegres, não sei o tempo passa e pedem mais profissionalismo, mas quem me dera poder juntar as duas coisas ser um ser de mente aberta e profissional.
Creio em muitas coisas, mas nem todas são possíveis de acontecer.
Entretanto, estou a chegar a loja Vintage depois de andar tanto e numa espécie de conversa com a minha consciência que nem sempre responde.
Esta loja parece uma espécie de biblioteca moderna onde servem cafés, bolos, temos música e podemos estar descansados a ler um livro e aqui criam-se demasiadas amizades.
Agarrei um livro e começo por ler as costas do livro para ver se suscita alguma curiosidade e nada, parece mais um livro de romance que só tem um sentido.
Caminhando entre tantos corredores procuro o livro ideal e começo a sentir uma presença nas minhas costas, parecendo que alguém quer dizer algo ao ouvido, volto a ouvir uma voz na minha mente e ver aquele sorriso lindo, de um amor que não sei onde está, que é como uma figura angélica.
Sei que não posso estar apaixonada por esse alguém, mas é uma fantasia que exita-me sempre, pareço louca, mas sempre que ele invade meus pensamentos sinto-me assim paralisada, sinto essa presença que parece morar mesmo em mim, parece que controla os meus passos, parece que é o motivo de afastar toda gente de mim.
Seria tão feliz se ele não voltasse assim do nada como faz!
Acabei por encontrar um livro, mas não sei se vou comprá-lo talvez vou pedir um café e ficar ler só para passar o tempo.
O livro consta ser interessante, mas mais interessante é o rapaz que está olhar para minha mesa, é moreno, olhos castanhos, uns lábios carnudos e rosas, mas que olhar profundo, deixa-me meio intimidada.
Ahhhh ele dirige-se para aqui é neste tempo em que estava a descrêve-lo estava olhar para ele:
- Olá, eu estava aqui a ler um livro e como vi que estavas aqui decidi ganhar coragem e falar contigo, já agora o meu nome é Valentim.
- Que apresentação, o meu nome é Kinara, eu costumo vir cá não são muitas vezes, mas bom para nós! - respondo com alguma simpatia
- Prazer é todo meu Kinara e eu já li esse livro que tens na mão espero que o entendas.
- Também acho que ele é um pouco confuso, mas talvez preciso de tempo.
- Já que estou aqui gostava de saber mais coisas sobre ti, o que fazes fora desta vida por detrás dos livros?
- Ah.... Valentim não é?
- Sim
- Eu pinto quadros e trabalho numa pastelaria para tentar acabar os meus estudos na Faculdade, não tenho uma vida interessante. E tu?
-  Eu faço trabalho voluntariado, escrevo livros para crianças e estou no segundo ano na Faculdade de Letras.
- Vês Valentim a tua vida parece ter mais sentido, fazes algo que contribua para a sociedade
- Kinara, não devias pensar assim ás vezes nem todos podemos levar o mesmo rumo de vida nem sempre é possível, mas olha tu pintas quadros e tenho curiosidade de os ver um dia.
- Obrigada por não fazeres sentir mais embaixo. - respondo toda corada!
- Tu és tão bonita, a forma como sorris como uma meninha inocente, como desfolheias os livros, como passas o café nos teus lábios.
Ele está aqui a falar de mim como se fosse uma musa, e é quando ele fala dos meus lábios que involuntariamente eu mordo o meu lábio superior.
- Valentim, o teu cabelo parece ser tão macio - respondo como se não quisesse dizer tal coisa
- Desculpa, disseste o que?
- Nada, eu estava a dizer-te que infelizmente tenho de ir embora.
- Então quando podemos nos ver outra vez Kinara?
Lanço uma gargalhada e respondo: 
- Amanhã ás 15h, nesta mesa, não te atrases!
- Ok, então atè amanhã.
Sendo assim ele despede-me com dois beijinhos, pagou o meu café sem eu saber e foi embora, é bastante simpático este rapaz, acho que vou dar-lhe uma oportunidade.

Continua....


nono

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