sexta-feira, 27 de março de 2015

Conversa não detalhada


Lutei contra todas horas para afastar-te de mim, como se eu soubesse odiar, como se tivesse a certeza de que não haveria mais nada entre nós.
Esqueci-me de ti com vontade de acabar algo que nunca existiu nem como amor platônico.
É querer esquecer que enganei-me este tempo que nem deveria ter tido ínicio, sou tão burra em acreditar numa tensão sem detalhes.
O que fazes imaginar é rídiculo, é controlador, sabes controlar tão bem que não vou conseguir esquecer no buraco em me coloquei.
Já via que as atitudes que tinhas de beijar-me em meus pensamentos não eram corretas, mas não passava de pura realidade usares e abusares porque isto não te diz nada.
Do que vale gastar memórias para num dia eu acabar tudo como se fechasse um livro porque não tenho mais tempo para ti.
Não encontro motivos para isto que sinto, mas sinto vontade de chorar, ouvir músicas terríveis e acorrentar a mim mesma para nunca mais sentir, nunca mais ouvir, nunca mais ver.
Quero ter uma amnsésia, sinto como se tivesse sido dada como perdida, fui desvalorizada e sabem como, sem muitos detalhes.
Sou um ser não detalhado que prefere não ter chão porque não há sorriso que cure um coração despedaçado.
Talvez sou fraca demais porque na maior parte do tempo falo em ser forte e determinada, mas que num lado sou tão fraca que não aguento uma conversa, uma vida, um fim não detalhado.
Peço que não digam para esquecer, ser forte, viver a vida como jovem, deixar de coisas, não chorar, falar mais. Meu Deus! Quero que entendam eu também sou uma pessoa com sentimentos, tenho sentimentos, vivo com os sentimentos todos os dias assim como sofro com eles.
Arrependo-me arduamente de viver um único sentimento porque não passo de uma conversa não detalhada.


nono

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